A natureza do Perispírito
Abordaremos agora, de maneira sucinta, a sua natureza, para que esse assunto, de extrema importância, possa ser mais compreendido.
Desse modo, lícito é conceber-se que o perispírito – ao menos para os Espíritos ligados à crosta da Terra – possa ser o resultado da aglutinação da energia cósmica matriz (fluido cósmico), adequada à natureza do nosso planeta, sobre um campo originado da própria extensão energética da alma (força espiritual), comportando-se, depois dessa agregação, como uma estrutura de categoria eletromagnética (de ordem física) e formando o envoltório conhecido como o “corpo da alma”.
No livro psicografado por Francisco Cândido Xavier, denominado “Evolução em Dois Mundos” do autor espiritual André Luiz, temos judiciosa lição que diz:
“o perispírito apresenta-se como uma formação sutil, urdida em recursos dinâmicos, extremamente porosa e plástica, em cuja tessitura as células, noutra faixa vibratória, diante do sistema de permuta visceralmente renovado, distribuem-se mais ou menos à feição das partículas coloides, com a respectiva carga elétrica, comportando-se no espaço segundo a sua condição específica, e apresentando estados morfológicos conforme o campo mental a que se ajusta”.
Tem-se, então, que o perispírito, designado pelos Espíritos como constituído de matéria sutil (semimatéria), assim se apresenta porque, necessariamente, vibra numa frequência mais elevada que a do corpo denso, apresentando, não obstante, células, tecidos, e órgãos (a servirem, no processo de reencarnação, como matrizes dos correspondentes biológicos), em outra dimensão vibratória. Na verdade, cada tipo de célula do corpo físico é a imagem da respectiva célula do corpo espiritual.
Assim, tal como a Luz, a matéria vibra. Quanto maior a frequência da vibração, menos densa e sutil será.
Essa energia fundamental (provavelmente, a tida hoje em Física como a energia amorfa fundamental) denominada por Kardec “fluído cósmico” tem sido cada vez mais entendida como o veículo do pensamento divino, no fantástico processo de criação e sustentação da vida.
Sérgio Thiesen, na obra “O Livro dos Espíritos e a Física Moderna”, diz-nos que em tempos, aliás, da chamada
Teoria da Grande Unificação, em que se busca reunir os quatro tipos de forças fundamentais conhecidas (eletromagnética, gravitacional, interação fraca e interação forte) em uma única grande força, a ideia de um “fluido cósmico” (ou Universal), surge cada vez mais compreensível.
Explica Kardec, a propósito, que o perispírito é mais ou menos etéreo, segundo os mundos e o grau de depuração do Espírito. Nos mundos e nos espíritos inferiores, ele é de natureza mais grosseira e se aproxima muito da matéria bruta. Ao contrário, nos mundos superiores, esclarecem os Espíritos que esse envoltório se torna tão etéreo que para nós é como se não existisse. Tal é o estado dos Espíritos puros.
E finalizando, sem dizer tudo, outro ensinamento precioso, agora de Emmanuel, extraído do livro “Roteiro”, quanto aos espíritos que estagiam na escola Terra,
“ o corpo espiritual – a significar agregação da matéria quintessenciada, sustentada pelas linhas de força que emanam da alma – o perispírito apresenta-se formado de substâncias químicas que transcendem a série estequiogenética conhecida até agora pela ciência terrena, mostrando-se como aparelhagem de matéria rarefeita e alterando-se de acordo com o padrão vibratório do campo interno”.
Martha Triandafelides Capelotto – Divulgadora do Espiritismo
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